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O meu livro de poemas · 14h ago

1834 (da palavra) - Como dizer poesia?

COMO DIZER POESIA Tomemos a palavra borboleta. Para usar esta palavra não é preciso fazer com que a voz pese menos de um grama nem dotá-la de asinhas poeirentas. Não é preciso inventar um di...
O meu livro de poemas · 2d ago

1833 (do espanto de viver) - Father and son

[Father] It's not time to make a change Just relax, take it easy You're still young, that's your fault There's so much you have to know Find a girl, settle down If you want you can marry Loo...
O meu livro de poemas · 1M ago

1832 - (do que somos feitos) - Aqui estou eu

"Aqui estou euMestiço de negro e brancoSevero e brandoObstinado e ociosoModesto e orgulhosoObsessivo e serenoManso e prudenteAgradável e egocêntricoTalvez a lei dos contráriosImpere em mimOu...
O meu livro de poemas · 1M ago

1831 (da condição humana) Poema em linha reta

Poema em linha reta Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) [538] Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tan...
O meu livro de poemas · 2M ago

1830 (Do amor) - Os dois sonetos de amor da Hora Triste

IQuando eu morrer — e hei de morrer primeiroDo que tu — não deixes de fechar-me os olhosMeu Amor. Continua a espelhar-te nos meus olhosE ver-te-ás de corpo inteiro.Como quando sorrias no meu...
O meu livro de poemas · 2M ago

1829 (Do espanto de viver) - Os olhos são palavras

DE REPENTE OS OLHOS SÃO PALAVRASQuem fui? O que fui? O que somos?Não há resposta.Passámos. Não fomos. Éramos.Outros pés, outras mãos, outros olhos.Mas aprendi muito com a grande maré das vi...
O meu livro de poemas · 2M ago

1828 (Do amor) - Para ti meu amor

Para ti, Meu amorPara ti,Meu amor;Levanto a voz,No silêncioDesta solidão em que me encontro.Sei que gostas de ouvir,A minha voz,Feita de palavras ternas e docesQue invento para tiNos momento...
O meu livro de poemas · 2M ago

1827 (do belo) - A beleza da arte

"A arte é, provavelmente, uma experiência inútil; como a «paixão inútil» em que cristaliza o homem. Mas inútil apenas como tragédia de que a humanidade beneficie; porque a arte é a menos trá...
O meu livro de poemas · 3M ago

1826 (da condição humana) - Para haver Natal este Natal

Para haver Natal este NatalTalvez seja preciso reaprendermosCoisas tão simples!Que as mãos preocupadas com embrulhosEsquecem outros gestos de amor,Que os votos rotineiros que trocamosCalam c...
O meu livro de poemas · 3M ago

1825 (do íntimo e pessoal) - Aqui sou (ao pé do mar)

Aqui sou (ao pé do mar)Aqui regresso ciclicamente,ao pé do mar.Aqui sou.Revisito o passado,sou o presente,antecipo o futuro.Aqui sou.Vejo,revejo,encontro,reencontro,parto,e chego para partir...