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poesia · 13h ago

henrique guimarães / valentino

Furtei a Deus um mistérioPara que nele ardesse o Outono - teu beijo!Dancei, cobri-te de sangueE acendi fogueiras para veres as cidades à noite.Derrubei a flor na pólvora - sedutora monstruos...
poesia · 1d ago

josé gomes ferreira / debaixo deste sol, outro sol coincidente…

                           (Depois de reler Teixeira de Pascoaes.)Debaixo deste sol, outro sol coincidente…Por dentro das pedras, outras pedras de bruma…Feliz gente!Com duas realidades– e eu...
poesia · 2d ago

vítor nogueira / mestre

Eis o segredo da arte: olhar constantementea calçada, nunca abandonar o martelonem a pedra que nos vem parar à mão.Há que perder o medo e dar-lhe o golpecerteiro. Ninguém quer saber quem som...
poesia · 3d ago

james merrill / uma dedicatória

Hans, há momentos em que todo o espíritoSe transforma num par de olhos transbordantes, ou lábiosAbrindo-se para beber da funda nascente de uma morteCuja frescura ainda não precisam de entend...
poesia · 4d ago

carlos de oliveira / descida aos infernos

9Eis-me no centro do assombro,onde não há distinção nenhumaentre ser queimado e ser fogo.No centro do assombro,mordido pelas chamase a mordê-las:carlos de oliveira
poesia · 5d ago

fernando pessoa / canção triste

Sol, que dá nas ruas, não dá        No meu carinho.A felicidade quando virá?        Por que caminho?Horas e horas por fim são meses        De ansiado bem.Eu penso em ti indecisas vezes,     ...
poesia · 6d ago

luís vaz de camões / o tempo acaba o ano, o mês e a hora

O tempo acaba o ano, o mês e a hora,A força, a arte, a manha, a fortaleza;O tempo acaba a fama e a riqueza,O tempo o mesmo tempo de si chora;O tempo busca e acaba o onde moraQualquer ingrati...
poesia · 1w ago

herberto helder / ciclo V

VUma noite acordarei junto ao corpo infindávelda amada, e meu sangue não se encantará.Então, rosa a rosa murcharão meus ombros.Quer dizer que a sombra carregará meus sentidosde distância, co...
poesia · 1W ago

eugénio de andrade / coração habitado

Aqui estão as mãos. São os mais belos sinais da terra. Os anjos nascem aqui: frescos, matinais, quase de orvalho, de coração alegre e povoado. Ponho nelas a minha boca, respiro o sangue, o s...
poesia · 1W ago

luís miguel nava / rapaz

Não sei como é possível falar desse rapaz pelo interiorde cuja pele o sol surge antes de o fazer no céu.luís miguel navacomo alguém dissecontexto editora1982